Marco Camargo levou cantadas e sofreu até ameaças durante as audições de “Ídolos 2009″, cuja exibição foi encerrada semana passada. Enquanto a segunda fase do reality musical da Record não começa (será nesta terça-feira), Marco, o jurado que tem fama de durão, faz um balanço do que viu – e ouviu.- Em virtude do ano passado, os candidatos viram que o programa não é uma brincadeira. Tivemos um up grade tanto na ala dos malucos quanto na dos muito bons – avalia o jurado, que divide a bancada com Paula Lima e Luis Calainho
Nas audições que acompanhou no Rio, São Paulo, Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte, Camargo observou o surgimento de um novo perfil de aprendiz de ídolo:
- Encontramos malucos que se acham bons e ainda ficam chateados quando recebem um não triplo. Em represália, ouvi desaforos e recebi gestos obscenos – relata o produtor musical, sem perder o humor. – Às vezes você está ali na bancada há oito horas, cansado, e muitos te olham com arrogância. Eu que estou julgando e mando ir embora mesmo. Não faço teatro, não tem personagem.
A frenética edição do programa mostrou tudo isso e mais uma porção de beijinhos carinhosos que Camargo recebeu das candidatas mais saidinhas. Ele adora:
- O pessoal fica implicando comigo. Gosto de mulher e gosto de mulher bonita. E eu assumo. Não sou solteiro, mas continuo gostando de mulher.
O jurado costuma medir a audiência no programa pela resposta das ruas:
- Recebo tapinhas costas, encontro “primos”, todo mundo se sente íntimo.
A exemplo do vencedor do ano passado, Rafael Barreto, que tinha uma história triste, Camargo não nega que drama ajuda.
- A história ajuda a eleger quem tem talento. Já que as pessoas só vão prestar atenção na história de alguém que saiba cantar – diz o diretor musical da Record.
Entre tantas outras figuras que se postam à frente da bancada do reality show, Lívia, o travesti, chamou a atenção.
- A Lívia canta bem, tem o timbre bom. E talento não tem sexo. Se vai ser ídolo ou não, depende do conceito do Brasil.
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